Mãos de mãe, mãos carinhosas,
que formam, por Deus ungidas,
um buquê de duas rosas
que perfuma nossas vidas.
***
Canta, ó mãe, tua cantiga,
e vem, em doce abandono,
do fundo da noite antiga
ninar meu último sono.
***
Goteira, com que meiguice
no meu beiral vens cantar...
- Qual foi a mãe que te disse
essas canções de ninar?
***
O tempo não dorme...Apenas
minha mãe, para ele ouvir,
entre doces cantilenas
faria o tempo dormir.
***
O tio, a gente adivinha,
sobre a mãe, tem seu porquê:
- É a coroa de rainha
que ela traz e ninguém vê.
Orlando Brito
Trovas publicadas no livro “Cantigas do Céu e da Terra”.
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