como um grito de dor, mas tão profundo,
tão forte, que ecoou de mundo a mundo,
e ecoa ainda, lastimoso e duro.
Tinhas, no pódio, de um herói o apuro,
e em cada pista te acenava ao fundo
o lábaro da glória, em claro e escuro.
- O vento, a perseguir-te, era o segundo...
O vento, a perseguir-te, era o segundo.
Para o povo feliz que te aplaudia
foi trágico demais aquele dia,
que de sangue manchou nossa bandeira.
Mas hoje, por vontade do destino,
o teu breve sorriso de menino
faz parte da paisagem brasileira.
Orlando Brito
Extraído do seu livro "Sonetos".
Extraído do seu livro "Sonetos".

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